Empresas deixam de encarar ESG como agenda ativista e o inserem em seu planejamento

Governança, Risco e Compliance

Empresas deixam de encarar ESG como agenda ativista e o inserem em seu planejamento

Discussões sobre temas sociais e ambientais passaram a integrar reuniões de conselhos

Há um tempo nem tão distante assim, pegava mal levantar um tema ambiental, ou social, em reuniões de conselhos administrativos de empresas. Hoje, segundo Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU, são malvistas as pessoas que não incluem ou não participam dessas discussões quando o tema é colocado na mesa.

O ESG deixou de ser encarado como uma agenda meramente ativista, mas como uma questão que ajuda a mitigar riscos e abrir oportunidades para o futuro das companhias, que estão incluindo o tema em seus planejamentos estratégicos.

O papel das grandes empresas dentro da agenda ESG foi tema de debate no especial Mês do ESG, promovido pela EXAME durante todo o mês de junho. Sonia Consiglio, SDG Pioneer pelo Pacto Global da ONU, trouxe dados que comprovaram que o tema passou a ser mais presente nas reuniões de conselhos.

Questão estratégica

“As empresas passaram a inserir o ESG no planejamento estratégico, até como uma forma de analisar os riscos, colocando uma lupa em como as decisões influenciam nas questões ambientais e sociais”, disse ela. As lideranças começaram a dar mais valor ao tema ao ver que essas questões, nos últimos anos, mancharam a reputação de outras empresas e até provocaram queda nas ações em bolsas. “Os próprios investidores passaram a pressionar”.

Os conselhos passaram a oferecer também discussões mais ricas, com temas e visões de pessoas de diferentes áreas, pois estão cada vez mais diversos. O que é positivo, segundo Consiglio, porque uma só pessoa não detém todas as respostas: “As discussões têm novas dinâmicas à medida que pessoas com lugares de fala diferentes expõem seus pontos de vista”, disse.

O CEO do Pacto Global apresentou também alguns pontos da iniciativa Ambição 2030, conjunto de metas e indicadores lançado pelo Pacto Global no ano passado para o setor empresarial brasileiro. “É o que acreditamos que as companhias precisam fazer para ajudar a formar uma sociedade mais íntegra, inclusiva e ambientalmente sustentável”, disse Pereira.

Fonte: Exame – André Barros, Jornalista

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