O Instituto Bertol realizou, nesta quarta feira, 9 de setembro, o treinamento “Fraude não começa grande: Controles internos e detecção de desvio”, ministrado pelos advogados Andressa Aparecida Nespolo e Vinícius Demarchi Juvêncio. Andressa é sócia fundadora e CEO do Instituto Bertol, com especializações em Compliance, Auditoria e Riscos, enquanto Vinícius possui especializações em Direito Penal e Processo Penal e em Direito Corporativo e Compliance.
O encontro contou com a presença de empresários e proporcionou um espaço para ampliar conhecimentos sobre prevenção e detecção de fraudes, além de promover networking, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas relacionadas aos desafios enfrentados pelas organizações.
A atividade foi voltada à discussão de como pequenos desvios podem evoluir quando não são identificados ou tratados adequadamente pelas organizações. Ao longo do encontro, foram apresentados conceitos e situações práticas relacionados à prevenção, detecção e apuração de fraudes no ambiente empresarial.
Um dos pontos centrais do treinamento foi a compreensão de que uma fraude relevante não necessariamente começa com um grande prejuízo. Pequenas exceções, quando passam sem consequência, podem se transformar em hábitos, métodos e, posteriormente, em esquemas estruturados. Por isso, a resposta da organização diante dos primeiros sinais é fundamental.
O conteúdo também abordou controles internos, destacando mecanismos como segregação de funções, alçadas de aprovação, cadastro e validação de fornecedores, conciliação independente, controle de acessos, política de despesas, inventário físico e canais de denúncias.
Outro destaque foi a importância dos mecanismos de detecção de desvios. Foram apresentados sinais de alerta relacionados a diferentes processos, como compras, contas a pagar, despesas, folha, estoque e receita, além de testes analíticos que podem ser realizados para identificar comportamentos fora do padrão.
O treinamento também tratou da apuração interna de possíveis fraudes, destacando a importância de preservar evidências antes de iniciar entrevistas, definir o escopo da investigação, coletar e analisar dados, documentar os resultados e corrigir os controles que apresentaram falhas.
Na parte jurídica, foram discutidas as diferentes consequências que uma mesma fraude pode gerar. Dependendo do caso, podem existir repercussões nas esferas societária, administrativa, trabalhista, penal e cível, que podem ocorrer simultaneamente e de forma independente.
O encontro também destacou a responsabilidade de quem administra a organização. Mais do que saber se uma fraude ocorreu, a análise pode envolver quais controles foram instituídos para identificar o risco e quais medidas foram adotadas quando surgiram indícios.
A sessão reforçou uma mensagem central do treinamento: fraude não começa grande. O que pode determinar sua evolução é a forma como a organização responde aos primeiros sinais.
A próxima sessão está prevista para 23 de setembro, com o tema “A IA vai te avisar. Ela não vai decidir por você. IA aplicada à gestão de risco”, em formato online.
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Equipe Editorial · Instituto Bertol
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