Inteligência artificial na função pública: benefícios, riscos e o que esperar

Gestão Pública

Inteligência artificial na função pública: benefícios, riscos e o que esperar

É importante que os governos estabeleçam políticas e regulamentações claras para o uso de IA no serviço público

Inteligência artificial (IA) é uma tecnologia em constante evolução que tem impactado diversos setores da sociedade, incluindo a atuação dos governos e a entrega de serviços públicos. Com a crescente demanda por eficiência e efetividade, os governos têm buscado soluções que possam ajudá-los a atender às necessidades dos cidadãos de forma mais rápida e eficiente, e a IA pode ser uma resposta a essas demandas.

O impacto do avanço e disseminação da inteligência artificial na atuação dos governos e na entrega de serviços públicos tem sido significativo. Uma das principais vantagens da IA é sua capacidade de processar grandes quantidades de dados de forma rápida e precisa, o que pode ajudar os governos a tomar decisões mais informadas e aprimorar a prestação de serviços públicos.

Além disso, a IA pode ajudar os governos a identificar padrões e tendências que poderiam passar despercebidos pelos seres humanos, permitindo que tomem medidas proativas para solucionar problemas antes que eles se tornem críticos.

ChatGPT, por exemplo, pode ajudar os governos no seu trabalho ao fornecer respostas rápidas e precisas a perguntas comuns dos cidadãos. Essa tecnologia pode ser integrada a sites e aplicativos governamentais, fornecendo um canal de comunicação eficiente e acessível para os cidadãos obterem informações sobre serviços públicos, leis e regulamentos, entre outros assuntos.

Existem diversos exemplos concretos do uso de inteligência artificial por governos ao redor do mundo. Um deles é o programa Cidade Inteligente, implementado em Barcelona, na Espanha. Esse programa utiliza sensores inteligentes para monitorar o tráfego, os níveis de poluição e o consumo de energia na cidade, permitindo que os governantes tomem medidas para reduzir a pegada de carbono da cidade e melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes.

Outro exemplo é o uso de IA na identificação de fraudes em programas sociais, como o Bolsa Família, no Brasil. O governo brasileiro utiliza a IA para analisar grandes quantidades de dados e identificar fraudes nos cadastros dos beneficiários, permitindo que recursos sejam direcionados para aqueles que realmente necessitam.

Na área da saúde, o governo de Singapura implementou um sistema de IA que monitora as atividades de pacientes idosos em suas casas, permitindo que profissionais de saúde intervenham em casos de emergência ou identifiquem sinais de alerta antes que ocorra uma situação crítica. O governo de Singapura também utiliza a IA para melhorar a eficiência da gestão de tráfego e transporte público. Isso inclui a análise de dados de sensores de tráfego para identificar congestionamentos e ajustar os tempos de sinalização

O governo chinês também tem investido pesadamente em IA, com o objetivo de se tornar líder mundial nessa área. O país utiliza a tecnologia para monitorar o comportamento de seus cidadãos e identificar possíveis ameaças à segurança nacional.

No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde está utilizando a IA para melhorar o diagnóstico e o tratamento de pacientes. Isso inclui o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para analisar imagens de raios-x e identificar possíveis problemas de saúde.

Apesar dos benefícios potenciais da inteligência artificial na função pública, existem perigos e limites associados ao seu uso. Um dos principais riscos é a possibilidade de viés algorítmico, que pode resultar em decisões injustas ou discriminatórias. Isso ocorre porque os algoritmos são programados por seres humanos e, se esses programadores tiverem preconceitos, esses preconceitos podem ser incorporados ao algoritmo, perpetuando assim a discriminação.

Além disso, a IA pode ser hackeada ou manipulada, resultando em danos significativos à segurança e privacidade dos cidadãos. Isso pode ocorrer, por exemplo, se um hacker conseguir acesso a um sistema de IA que controla informações confidenciais de cidadãos, como dados de saúde ou informações financeiras.

Outro limite é a dependência da IA para tomar decisões importantes. Embora a IA possa ajudar a automatizar processos e identificar problemas, ela não substitui o julgamento humano e, em alguns casos, pode até mesmo impedir a tomada de decisões informadas e contextualizadas.

Para mitigar esses riscos e limites, é importante que os governos estabeleçam políticas e regulamentações claras para o uso de IA na função pública, com o objetivo de garantir a transparência, responsabilidade e equidade nas decisões tomadas com base em dados de IA. Além disso, é importante garantir a privacidade e segurança dos dados dos cidadãos, bem como estabelecer mecanismos de supervisão e avaliação contínuas para monitorar o impacto da IA nas políticas públicas.

No futuro próximo, podemos esperar um aumento no uso de IA na função pública, à medida que os governos buscam soluções mais eficientes e efetivas para atender às necessidades dos cidadãos. Isso inclui o uso de chatbots e assistentes virtuais para fornecer serviços mais acessíveis e eficientes aos cidadãos, bem como o uso de sistemas de IA para monitorar a saúde pública, detectar fraudes e prever tendências em diferentes áreas.

No entanto, para que a IA seja utilizada de forma responsável e benéfica na função pública, é importante que os governos estejam atentos aos riscos e limites associados ao seu uso e estabeleçam políticas e regulamentações adequadas para garantir a transparência, responsabilidade e equidade nas decisões tomadas com base em dados de IA.

Além disso, a implementação de sistemas de IA pode ser bastante cara, e muitos governos podem não ter os recursos financeiros necessários para investir em tais tecnologias. Isso pode resultar em desigualdades na prestação de serviços públicos, com regiões mais ricas tendo acesso a soluções tecnológicas mais avançadas do que regiões mais pobres.

No entanto, é possível minimizar esses riscos e limites através de uma abordagem responsável e ética no uso da IA. Isso inclui a realização de avaliações rigorosas dos sistemas de IA antes da sua implementação, a fim de detectar possíveis vieses algorítmicos e outras questões éticas. Além disso, é importante garantir que os funcionários públicos sejam capacitados e treinados para trabalhar com essas tecnologias, e que os cidadãos tenham acesso a canais de comunicação para fornecer feedback e reportar possíveis problemas.

Para o futuro próximo, podemos esperar que os governos continuem a explorar as possibilidades da IA na entrega de serviços públicos. Isso inclui a utilização de sistemas de IA para melhorar a eficiência da administração pública, prever tendências e demandas futuras, e melhorar a tomada de decisões baseada em dados.

Também podemos esperar que o ChatGPT e outras tecnologias de conversação sejam cada vez mais integrados aos sites e aplicativos governamentais, fornecendo respostas rápidas e precisas aos cidadãos e melhorando a eficiência do atendimento ao público.

No entanto, é importante lembrar que a IA é uma tecnologia em constante evolução, e é possível que surjam novos riscos e limites no futuro. Por isso, é essencial que os governos continuem a monitorar de perto o uso da IA na função pública e implementem medidas responsáveis e éticas para garantir o seu uso seguro e efetivo em benefício dos cidadãos.

Este artigo foi inteiramente escrito utilizando inteligência artificial. O autor apenas listou os itens que deveriam ser discutidos no artigo e pediu ao ChatGPT para escrever o texto.

ELOY OLIVEIRA – Pesquisador em Gestão Pública e membro do Conselho do Instituto República.org

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Instituto Brasileiro de Direito, Conformidade e Normas Internacionais.