O futuro do mercado de saúde no Brasil: inovação tecnológica com foco no elemento humano

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O futuro do mercado de saúde no Brasil: inovação tecnológica com foco no elemento humano

Nos últimos anos, o setor da saúde tem enfrentado desafios significativos. Não apenas devido à pandemia, que acelerou ainda mais as transformações na área, mas também aos avanços tecnológicos e às novas demandas exigidas pelo mercado. 

Por conta disso, fica difícil ter uma ideia clara do futuro do mercado de saúde no Brasil. Contudo, diversos especialistas no assunto, embasados em pesquisas de mercado e estudos sobre o tema, afirmam que a perspectiva é positiva.

O Círculo Saúde, por exemplo, fechou o seu primeiro quadrimestre de 2023 com resultado positivo de R$ 11 milhões. Isso significa que, apesar das dificuldades já citadas, o panorama atual do mercado de saúde também abre portas para uma visão de futuro promissora.

Afinal, é preciso inovar para permanecer em um mercado competitivo e fazer parte do futuro de um mercado que trabalha diretamente com a vida. Um futuro no qual a inovação e a adoção de novas tecnologias serão a peça-chave para o sucesso.

A seguir, saiba mais sobre o futuro do mercado de saúde no Brasil e os principais desafios para os próximos anos.

Panorama do mercado de saúde brasileiro

Por conta da pandemia, os anos de 2020 a 2022 foram marcados por incertezas e desafios. Não apenas para o mercado de saúde, mas para a economia como um todo. Porém, esse período também possibilitou diversos aprendizados. Entre eles, a possibilidade de flexibilização em atendimentos de saúde, a adoção de novas tecnologias e a importância do cuidado com a saúde.

Prova disso é que o ano de 2022 encerrou com mais de 50,2 milhões de beneficiários de planos de saúde no Brasil, segundo pesquisa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Isso demonstra não apenas uma maior procura por tratamentos de saúde, mas também a resiliência do mercado mesmo em meio a uma crise econômica global.

Tecnologia como peça-chave para o desenvolvimento

Assim como em outros setores, a tecnologia evolui rapidamente na área da saúde. A pandemia foi muito importante para escancarar a necessidade de avanço em muitos pontos, como na telemedicina, por exemplo. 

Já a inteligência artificial e a captação e análise permanente de dados são também aspectos importantes a serem considerados, uma vez que colaboram cada vez mais para o monitoramento e até o diagnóstico de pacientes.

De fato, a tecnologia foi e está sendo uma grande aliada nessa jornada. Além de uma das principais causas da resiliência e possibilidade de adaptação que o mercado de saúde tem demonstrado. As teleconsultas e teleorientações médicas, por exemplo, impulsionadas devido à necessidade de distanciamento durante a pandemia, estão cada vez mais em alta. Hoje, elas já não são vistas como algo pontual, e sim algo comum ao dia a dia dos sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados.

Por fim, o uso de Inteligência Artificial e Big Data também tem sido um grande trunfo do mercado de saúde brasileiro. Essas inovações não só podem como já estão gerando um potencial de ganhos imensuráveis ao mercado. Mas, obviamente, existem desafios a serem superados.

Principais desafios do mercado para os próximos anos

E por falar em tecnologia, nos próximos anos os especialistas esperam uma fase ainda mais intensa de transformações e inovação no mercado de saúde. Isso envolve avanços tecnológicos e a criação de novas soluções em atendimento e tratamento, mas também mudanças de comportamento dos usuários dos planos de saúde.

Isso, na prática, significa uma série de novos desafios. Com a população mundial em expansão, ao mesmo tempo em que se torna mais longeva, os planos de saúde devem preocupar-se com a implementação de um sistema de saúde cada vez mais sustentável. 

Confira, a seguir, os principais desafios do mercado de saúde para os próximos anos.

A saúde cada vez mais digital

Um dos ensinamentos da pandemia de Covid-19 foi a possibilidade de realizar atendimentos e interações à distância. Entretanto, é preciso entender que os atendimentos em consultas de forma remota ou virtual não vieram para substituir o modelo de tratamento tradicional. E sim para agregar ao mercado, em um tipo de atendimento que, até então, não parecia possível.

O desafio do mercado será justamente equilibrar esses dois modelos de atendimento, entendendo qual será o nível de adaptação e inovação necessário para não ficar para trás. 

Medicina de precisão

A medicina de precisão deve ser uma das principais tendências e um dos maiores desafios de 2023. A partir dessa abordagem, que faz uso de informações genéticas e biomarcadores para personalizar tratamentos médicos, será possível, por exemplo, oferecer maior personalização nos atendimentos. Contudo, é preciso ter cuidado ao não ultrapassar os limites éticos, especialmente em relação ao uso de dados sensíveis.

Aumento de doenças crônicas

O Brasil tem enfrentado um aumento significativo de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. 

Para o mercado de saúde, o desafio é desenvolver estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e manejo dessas doenças, além de promover estilos de vida mais saudáveis e focar na integração de diferentes formas de atendimento.

Responsabilidade social

A sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente e a questões sociais são e serão cada vez mais importantes para os consumidores do mercado de saúde. 

Nesse sentido, é papel das empresas do setor adaptar-se a essa nova realidade e suas demandas, adotando, por exemplo, práticas mais sustentáveis em seu dia a dia, além de investir em projetos voltados a diversas questões sociais.

Inovação constante 

A adoção de novas tecnologias, como telemedicina, Inteligência Artificial, Big Data, Internet das Coisas, entre outros exemplos, promete melhorar muito a qualidade dos tratamentos e o cuidado com os pacientes. 

Contudo, é preciso saber como equilibrar a adoção dessas tecnologias, ao mesmo tempo em que garante-se a privacidade dos dados dos pacientes e a capacitação dos profissionais de saúde para utilizá-las da melhor forma possível.

Equidade e acesso à saúde de qualidade

O acesso à saúde é algo essencial, e deve ser também um dos desafios do mercado para os próximos anos. Mesmo com os esforços de profissionais e empresas de planos de saúde, tratamentos de qualidade ainda não estão ao alcance de todos. 

Um dos desafios do mercado de saúde é mitigar essas desigualdades de acesso, oferecendo planos com preços justos e um bom custo-benefício, ao mesmo tempo em que olha para o sucesso e o crescimento econômico do negócio.

Adoção de hábitos saudáveis

A ciência nos mostra que os hábitos de vida saudáveis podem contribuir para a prevenção das mais variadas doenças. Por isso, o foco na prevenção deve ser um fator relevante nos próximos anos. 

Essa questão se torna ainda mais relevante diante de uma população em processo de envelhecimento, como a brasileira e, particularmente, a gaúcha. Soma-se a isso os hábitos de vida  sedentários típicos da era digital, e temos um problema.

Daqui pra frente, a tendência é de que os planos se adaptem também para atender à população mais idosa, que mais comumente exigem uma assistência maior e tratamentos a longo prazo. Para isso, é possível oferecer acesso a programas de bem-estar e prevenção, por exemplo, ou conscientizar pacientes e usuários sobre a importância da saúde mental e do autocuidado.

Uso da Inteligência Artificial

Por fim, outro ponto importante é o uso da análise de dados e da inteligência artificial para obter insights e tomar decisões mais embasadas. Empresas de planos de saúde mais atentas a essa questão poderão aproveitar seu grande volume de dados para identificar novas tendências, padrões de comportamento e riscos de saúde, por exemplo.

Com isso, é possível adotar estratégias preventivas cada vez melhores, além de desenvolver modelos de cuidado e tratamento modernos e eficientes.

Além disso, a inteligência artificial pode ser aplicada na criação de algoritmos de triagem e diagnóstico, por exemplo. O desafio, nesse caso, é auxiliar os profissionais no processo de adaptação dessas novas tecnologias, além de discernir quais soluções possuem um efeito de fato positivo em relação ao cuidado do paciente e a seus tratamentos.

Inovação e tecnologia sem perder o elemento humano

Por fim, ficou claro durante esse texto que a tecnologia é um elemento central na discussão sobre o futuro do mercado de saúde no Brasil.

Entretanto, é importante destacar que, embora a tecnologia desempenhe um papel fundamental no futuro do mercado de saúde, o elemento humano não pode ser substituído. A relação entre médico e paciente é única, e também uma parte fundamental do cuidado de saúde, do tratamento e até da cura do paciente. Não há como remover o aspecto humano dessa equação.

Nesse sentido, talvez o maior desafio dos profissionais e empresas de planos de saúde para o futuro seja abraçar o novo e os avanços tecnológicos sem nunca deixar de lado o tratamento humanizado e o olho no olho. Além disso, é importante mencionar que o mercado de saúde está em constante evolução. E portanto novas e diferentes tendências podem e devem surgir a todo momento. 

O certo é que o futuro do mercado promete muitos avanços e transformações, e os planos de saúde terão que se adaptar cada vez mais rápido a eles. Somente assim será possível atender às demandas crescentes da sociedade e proporcionar cuidados de saúde cada vez melhores, mais personalizados e sustentáveis para o futuro.

Fonte: Circulo Saúde | Equipe Círculo

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