Programas de compliance em empresas familiares: realidade ou necessidade?

Governança, Risco e Compliance

Programas de compliance em empresas familiares: realidade ou necessidade?

Em síntese: se até bem pouco tempo, a implementação de programas de compliance não era visto como uma realidade, hoje em dia, tornou-se, verdadeiramente, uma necessidade para as empresas familiares.

Por meio da sua implementação, busca-se incentivar a adoção de mecanismos efetivos de autorregulação, com o objetivo de mitigar riscos relacionados à violação da integridade organizacional da corporação.

Cuida-se, assim, de uma importante ferramenta de gestão empresarial, que busca proteger os princípios estatuídos pela empresa e aumentar a percepção de valor da sua imagem perante a sociedade como um todo.

Essa realidade, contudo, já começou a mudar. É que tanto o setor público, como a iniciativa privada, e o próprio mercado consumidor, passaram a exigir dessas organizações não apenas um maior grau de profissionalização em sua gestão empresarial, como, principalmente, a adoção de mecanismos que estimulem o tratamento adequados dos riscos inerentes à atividade empresarial.


No setor público, alguns estados da Federação, recentemente, editaram leis que obrigam a implementação de programas de compliance em empresas – sejam elas familiares ou não. Na iniciativa privada, inúmeros parceiros de negócio das empresas familiares – desde as instituições de fomento ao crédito, até mesmo, as empresas de capital aberto – passaram a realizar due diligence com foco na existência de programas de compliance, para a contratação de prestadores de serviços e realização de fusões e aquisições.

O mercado consumidor, por sua vez, já não trata mais o preço como o único item essencial na hora de escolher um produto, mas, principalmente, os valores que aquela marca agrega e o que ela representa em termos de integridade para o mercado.

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Escrito por

Bruno Bartelle Basso

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Procurador de carreira do Munícipio de Florianópolis; Coordenador do Comitê de Auditoria Estatutário da SCPAR; Certificado em Compliance Anticorrupção (CPC-A); Certificado em Lead Implementer e Internal Auditor da ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno), ISO 37301 (Sistema de Gestão de Compliance).

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